O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


domingo, 24 de maio de 2009

Sopra-me na brisa

imagem google

a bandeira balança no vento
contém um pedaço de mim num rasgo de ti
é assim que a luz penetra na penumbra
e a tua sombra se entrelaça na minha

3 comentários:

platero disse...

gostei
ainda gosto
Sempre gosto quando se joga com a luz.

bj

baal disse...

é bonito este poema, lembra-me a esperança.

Anónimo disse...

...a esperança em jogos de luz...

grata a ambos, namastê :)